sábado, 16 de maio de 2009

São Paulo rodeada pelo Turismo de Natureza

Área verde convida a caminhada em trilha de cachoeiras


A cidade de São Paulo dá acesso a uma das maiores florestas urbanas nativas do mundo: o parque estadual da Cantareira. Acessível de ônibus a partir da estação Tucuruvi do Metrô, a área é uma amostra da vegetação que um dia já tomou conta da cidade.




Em todo o núcleo Engordador, composto por três trilhas - incluindo a da Cachoeira.

É bom estar preparado para caminhar. A trilha da Cachoeira é classificada pelo governo de SP como de dificuldade média. A trilha é razoavelmente aberta e com boa manutenção; nada de mata fechada. Apenas em alguns trechos posteriores o caminho é mais estreito, seguindo ao longo de riachos ou sobre pequenas colinas.

É recomendável ir o mais cedo possível para evitar excesso de sol ou da chuva que não raramente ocorre à tarde.


Rafael Hupsel/ Folha Imagem
A casa das Bombas, uma das paradas da trilha da Cachoeira, guarda o maquinário que bombeava água da represa para a cidade



Para se previnir, embrulhe os objetos que não podem ser molhados em sacos plásticos e leve capa de chuva. Não se esqueça do filtro solar.


Segurança

Segundo a administração do parque, nos útimos dez anos não foram relatados confusões ou problemas graves ali. Segundo a 3ª Companhia de 43º batalhão da PM, dificilmente há ocorrências de furtos e roubos no local. Mesmo assim, valem as dicas de sempre avisar amigos e parentes quando sair para áreas afastadas e evitar regiões de mata não sinalizadas.

Nome da serra vem de cântaro, objeto para carregar água

O nome Cantareira vem de "cântaro", objeto para carregar água usado pelos antigos tropeiros que conduziam gado e cavalos na época do Brasil colonial. Como havia muitas nascentes e córregos na região, o nome foi dado por comparação a um local em que se pode guardar muita água, como uma prateleira guardadora de cântaros, uma "cantareira".

Rafael Hupsel/ Folha Imagem

Visitantes nos arredores da casa das Bombas, no núcleo Engordador, que tem três trilhas


A trilha da Cachoeira, fazendo jus ao nome, tem três pequenas cachoeiras, além de alguns riachos. A entrada é permitida. Por isso, para aproveitar ao máximo o passeio, leve roupa de banho, toalha e chinelos.

Quem gosta de mais sossego deve ir à cachoeira do Engordador, mais vazia.

Rafael Hupsel/ Folha Imagem


Visitantes se refrescam em uma das cachoeiras da Cantareira

Fonte: Jornal FOLHA DE SÃO PAULO, caderno de TURISMO de quinta-feira 16/04/2009

Rio: lugar de Turismo Cosmopolita

As cores do outono no Rio de Janeiro: da capital a Búzios e Petrópolis, nosso Estado vizinho é pródigo em atrações



O calor, claro, continua lá, mas de uma forma mais amena. Dá para aproveitar bem a praia, mas sem aquela impressão de que nem o mais poderoso ar-condicionado dá jeito na sensação de que se está derretendo. O outono é uma das melhores estações para se visitar a cidade do Rio de Janeiro. Não apenas a capital: todo o Estado do Rio fica bastante agradável nesse período. São tantas opções de passeios que não é fácil definir aonde ir. Pode ser á Cidade Maravilhosa; ou então a Petrópolis, a cidade da família imperial; ou então a Búzios, a "Pérola do Atlântico".

Na sua viagem à cidade do Rio, você certamente irá encontrar muitos estrangeiros. A razão: já se sabe, no exterior, que, nesta época, o sol brilha bastante no Rio, mas o calor não é tão intenso. Além disso, trata-se de uma época em que se encontram mais vagas em hotéis, que oferecem tarifas mais convidadtivas. Sem falar que praticamente não chove no outono - garantia de passeios ao ar livre, como às tradicionais atrações cariocas: o Pão de Açúcar, Corcovado, Gávea, as praias...

O bairro de Santa Tereza tem como uma de suas principais atrações o tradicional bonde amarelinho, que sai do centro da cidade, passa sob os centenários Arcos da Lapa e segue a rota do tempo no sobe-e-desce das ladeiras do boêmio e charmoso bairro de Santa Teresa. O valor pa passagem? Apenas R$1.

Patricia Cassese/ Arquivo HD
O acesso ao Cristo Redentor pode ser feito em escadas rolantes
Quer algo mais sofisticado? Ipanema é o endereço certo. Aquela Ipanema, da célebre canção de Vinícius, da garota que virava cabeças e mentes, ainda existe, com suas musas malhadas e patricinhas descoladas. Mas o bairro também é reduto da sofisticação, dos bons restaurantes, dos bons bares e da ótima vida noturna.
Durante o dia, praia, compras, caminhadas pelo calçadão, almoço e lanche leves nos bares e botequins. À noite, quase a mesma coisa, com exceção da comida: o carioca adora fazer sua caminhada ou sua corrida à noite, pela orla, parando ao final para uma providencial água de coco. Os ciclistas têm seu espaço, mas atenção às regras da ciclovia, para não ser atropelado ou derrubar alguém.
Passando o Forte de Copacabana, você chega ao bairro de mesmo nome, que já foi o mais famoso da cidade e hoje, embora não tenha a mesma exuberância dos anos 50 e 60, continua sendo uma referência quando o assunto é hotelaria, gastronomia e paisagens. A Avenida Atlântica, com seus 4,15 quilômetros de extensão, tem a mundialmente famosa calçada em pedras portuguesas brancas e pretas, formando um mosaico que, quando visto do alto, é único no mundo.
Erick Barros Pinto/ RC&V

Não há como negar: o Rio é mesmo maravilhoso. Uma paisagem deslumbrante emoldura uma cidade cosmopolita, com muitas opções de lazer e de cultura

Petrópolis e Búzios: por Serra e Mar

Fora do Rio, há muitas opções de destinos para o turista. Petinho da capital, na serra, tem o trio Petrópolis, Itaipava e Teresópolis, com seu clima frio (e faz frio mesmo, apesar de toda a proximidade da cidade do Rio).

Clima ameno, belíssimas paisagens naturais e ótima gastronomia - são as características comuns a essas três cidades, que contam também com algumas das pousadas e hotéis mais charmosos do país.

Prefeitura de Petrópolis

Palácio de Cristal (de 1884), em Petrópolis: relíquia do império



Agora vamos para Búzios, no litoral norte fluminense, na chamada Região dos Lagos. é um dos mais charmosos recantos do país, com excepcionais restaurantes, muitas lojas, vida noturna divertida e praias paradisíacas.

Prefeitura de Búzios

Com um litoral entrecortado, cheio de pequenos tesouros escondidos, Búzios é encantadora, tanto no verão quanto na estação fria


Pérola Búzios Design Hotel/ Divulgação

Búzios tem pousadas e hotéis bem sofisticados, como a Pérola

Fonte: Jornal HOJE EM DIA, caderno de TURISMO de quinta-feira 16/04/2009



domingo, 10 de maio de 2009

Turismo Religioso

Caminhadas pela : forte devoção move participantes de roteiros a pé feitos em cidades mineiras e capixabas.


Ipoema, a 85 quilômetros de Belo Horizonte, é um pequeno distrito de Itabira que cultiva grandes tradições e, como a maioria das cidades do interior, tem uma grande religiosidade. Participantes da Festa de Santa Cruz, fazem uma caminhada de 14 quilômetros, da Igreja Nossa Senhora da Conceição e chegando à localidade de Morro Redondo, onde fica a Capela do Senhoro do Bonfim. No dia anterior, moradores e visitantes fazem oficinas de cruzes no Museu do Tropeiro e nas pousadas da cidade.

Durante o percurso, os caminhantes carregam um cajado com uma cruz pendurada.[...] Antes da caminhada, os cajados e as cruzes são abençoados. Para Eleni Cássia Vieira, diretora do Museu do Tropeiro "levar as cruzes não significa fortalecer o sofrimento, mas aproveitar o momento para a libertação dos males e conflitos que porventura nos aflingem. A idéia é de renovação, da busca do homem novo."

Nhá Chica e Anchieta

Outra peregrinação, um dos maiores eventos religiosos da região, acontece no Circuito das Águas mineiro, [...], envolvento quatro municípios. A Peregrinação de Nhá Chica sai de São Lourenço e percorre 33 quilômetros de vales e montanhas, atravessando pela Estrada Real as zonas rurais de São Lourenço, Soledade, Caxambu e Baependi, até o santuário de Nossa Senhora da Conceição, onde está enterrada Nhá Chica.

Quem é adepto de caminhadas religiosas deve anotar também os Passos de Anchieta. O roteiro revive a trilha histórica delineada pelo beato José de Anchieta durante os 10 últimos anos de sua vida. A cominhada margeia o litoral capixaba seguindo de Vitória (ES) até Anchieta (es), em um percurso de 100 quilômetros.

Roneijober Andrade/ Divulgação

Capela de Nosso Senhor do Bonfim, em Morro Redondo (MG), é o ponto final da peregrinação
Fonte: Jornal ESTADO DE MINAS, caderno de TURISMO de terça-feira, 28/04/2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Turismo Cultural num Patrimônio da Humanidade

Tombada pela UNESCO, Cartagena de Índias é solar!!

Maurício Moraes

Na Colômbia, as estações do ano não são medidas em meses do ano, mas em metros de altitude. Cortado pela linha do Equador, o país vê pouca variação na temperatura das cidades.

Bogotá, a 2.640 m, vive num clima mais frio. Medellín, no meio da montanha, uma primavera sem fim. Verão é privilégio de Cartagena de Índias, no litoral norte do país. Além de sol, a cidade, voltada para o Caribe, tem arquitetura colonial de grandes proporções e inúmeras histórias para contar.

Cartagena são duas: a moderna, com prédios, hotéis e lojas que se encontram em qualquer parte do mundo, e a antiga, que só se encontra na Colômbia.

Tombada em 1984 pela UNESCO, é recortada por uma baía, da cor do mar do Caribe. Mas, de uma das partes da muralha (que possui 13 Km e cerca a Cidade Velha), percebe-se que Cartagena é ocre, apesar da profusão das cores das suas inúmeras fachadas.

A cidade foi fundada em 1533 e se tornou o principal porto do império espanhol nas Américas. O lugar também foi um importante entreposto do comércio de escravos. A opulência do passado e a herança africana são bastantes visíveis na cidade.

Folha Imagem

Casas coloridas em Cartagena, cidade do Caribe colombiano fundada em 1533 que foi importante porto do império espanhol



História Presente

O casario, com os tradicionais balcões de madeira, típicos da arquitetura hispânica, estão por todap arte, assim como as mulheres que vendem frutas.

Em Cartagena, as ruas são estreitas e tortuosas. Um ótimo pretexto para se perder (e logo se encontrar, já que a cidade histórica é pequena). O ponto mais agradável é o parque Bolívar, uma pequena praça arborizada, com quatro fontes d´agua ao estilo mourisco e a estátua do libertador americano.


Silvio Cioffi/ Folha ImagemDetalhe de rua, toda colorida pelas fachadas das casas típicas



Azul da cor do mar


Embora o mar azul seja parte inerente da paisagem de Cartagena, e o calor brutal, um convite constante para entrar na água, o forte da cidade balneária não são as suas praias. Dá para se arriscar no bairro deBocagrande, mas o cenário paradisíaco do Caribe está preservado em ilhas próximas dali.

Silvio Cioffi/ Folha Imagem

Prédio de esquina na cidade que é cartão-postal da Colômbia

Fonte: Jornal FOLHA DE SÃO PAULO, caderno de TURISMO de quinta-feira, 07/05/2009.










Turismo de Aventura em Paisagens Surreais

Deserto do Atacama: um cenário de outro mundo!
Como afirma a bem sucedida campanha publicitária do Órgão do Turismo Chileno, o Chile é um país de grandes contrastes. Lá, é possível encontrar de tudo um pouco: das montanhas nevadas e dos glaciares da Patagônia a balneários como Valparaíso. E tem até deserto, o Atacama. Trata-se do deserto mais árido de todo o planeta, com paisagens de tirar o fôlego. São vulcões, oásis, lagunas e uma fauna que seduzem qualquer viajante com um preparo físico razoável - o ar é rarefeito e as alterações de temperatura (muito calor durante o dia, e bastante frio à noite) dificultam passeios mais prolongados.

Sebastián Sepúlveda Vidal/ Tierra Atacama

O Salar de Tara, um dos lugares mais visitados do Atacama, é também programa de excursão de hotéis como o Tierra Atacama



[...] Tudo bem, temos o Jalapão, temos os lençõis Maranhenses, pródigos em imagens incrivéis. Mas o Atacama é diferente. Como em um sonho de Kurosawa, você pode passar de um cenário de rochas e areia para uma lagoa paradisíaca; pode ir do calor de 40 graus centígrados para um frio por vezes abaixo de zero. O ar rarefeito e as grandes distâncias também contribuem para fazer de uma viagem ao deserto do Atacama uma jornada sem par no mundo.


Glaúcio Castro

Os Gêiseres del Tatio: a água sai quase fervendo vinda do centro da Terra. Paisagens surreais.



Sítios Arqueológicos valiosos


Impressionantes sítios arqueológicos próximo a San Pedro de Atacama são opções imperdíveis para quem vive "com um pé no passado". Administrada por uma comunidade indígena local, Pukara fica distante apenas três quilômetros do centro da pequena San Pedro de Atacama. Da gigantesca fortaleza erguida no século XII, localizada estrategicamente em uma encosta, a antiga fortaleza foi praticamemte dizimada pelos espanhóis durante a ocupação ocorrida em 1540.


Patrimônio cultural da humanidade, o antigo povoado de Tulor é outro ponto interessante a ser "descoberto". Construído a cerda de 3 mil anos, o lugar foi completamente encoberto pelas areias do deserto. Restam, hoje as ruínas circulares, que dão a noção exata do modo de vida daquela população primitiva.

Glaúcio Castro

À noite, faz muito frio no deserto. De manhã cedo, costuma-se ver cenas assim: um rio congelado

Fonte: Jornal HOJE EM DIA de quinta-feira, 30/04/2009.



Turismo Gastronômico

Um alambique de dois séculos e um simples pudim de leite


Pertinho de Tiradentes (MG) há uma cidade chamada Coronel Xavier Chaves. O tal do Coronel Xavier Chaves era bisneto da irmã de Tiradentes, Antônia Rita da Encarnação Xavier. Na pequena cidade, que fica a cerca de 20 quilômetros de Tiradentes, está o mais antigo engenho de cachaça em atividade no país, o Engenho Boa Vista, que produz a cristalina Século XVIII, de propriedade de Rubens Chaves (na foto, na frente da roda d'água do seu alambique), por sua vez bisneto do coronel.


O engenho foi construído em 1755 e, desde então, nunca parou de produzir cachaça artesanal de boa qualidade. Diz a História que o alambique funcionava na fazenda do irmão caçula de Tiradentes, padre Domingos da Silva Xavier. Há pouco mais de 20 anos, Rubens Chaves se aposentou e decidiu trocar Belo Horizonte pela região onde nasceu, comprando de um primo o engenho histórico. Resolveu, então, dar continuidade ao negócio da produção de cachaça, no qual a família está envolvida há sete gerações.


"Eu não tenho uma destilaria, tenho um museu que funciona como destilaria", afirma Rubens. E faz questão de dizer, ainda, que a sua cachaça não é envelhecida em barris de madeira. "Minha cachaça é cristalina, não tem vergonha de ser cachaça". O envelhecimento se dá nas próprias garrafas, e o visitante pode comprar cachaças engarrafadas há 20 anos. As visitas devem ser marcadas com o próprio Rubens, que costuma fazer uma degustação aos sábados, das 10h às 12h. Importante registrar que, para a produção dos 20 mil litros anuais da Século XVIII, Rubens usa cana orgânica da própria fazenda. A Século XVIII só é vendida no próprio engenho ou na Pousada Sobrado. Fora de Coronel Xavier Chaves é praticamente impossível encontrá-la. Mas ele entrega em várias cidades do Brasil, é só entrar em contato.


Rubens é casado D. Cida Chaves, cozinheira de mão cheia, pesquisadora da comida regional brasileira, principalmente a mineira do século XIX. D. Cida é paulista, mas está em Minas há 50 anos. O visitante pode aproveitar o passeio e se hospedar na Pousada Sobrado, casarão centenário do início do século XX (1902), reformado pelo casal para servir de moradia e hospedagem aos visitantes. São apenas seis quartos finamente decorados, num ambiente que lembra mais um museu do que uma casa. Tudo muito bem cuidado e preservado.


O melhor de tudo, porém, é poder deliciar-se com a comida de D. Cida. Ela não cozinha todos os dias, por isso é bom encomendar com antecedência. Como sugestão, o lombo descansado, acompanhado de farofa de taioba, arroz e feijão. Trata-se de um lombinho de porco assado que, depois de pronto, é conservado na gordura, antes de ir para a mesa. A farofa é feita com farinha do milho da fazenda, moído em moinho de pedra, movido a roda d'água. E o feijão também é da fazenda. Como sobremesa, um simples pudim de leite condensado. Simples? Mais ou menos, pois o detalhe é que o leite é condensado na cozinha da casa, no fogão a lenha, sem açúcar. Vai daí, o sabor é simplesmente dos deuses. Um senhor pudim de leite!.


Endereço e telefone
Cachaça Século XVIII / Pousada Sobrado
Praça Eduardo Chaves 99 - Cel. Xavier Chaves. Tel: (32) 3357-1238

Por Chico Junior
Chico Junior é jornalista e escritor; autor do livro Roteiros do Sabor Brasileiro - que une turismo e a gastronomia regional do Brasil - e Roteiros do Sabor do Estado do Rio de Janeiro. Também publica o blog: http://www.bloglog.com.br/chicojunior

sexta-feira, 1 de maio de 2009

VIAGENS DE FÉ PELO BRASIL


Em todo o mundo, as cidades religiosas atraem visitantes em busca de experiências que despertem seus sentimentos de fé e esperança. No Brasil não poderia ser diferente, além de sermos o maior país católico do planeta, temos inúmeras manifestações da religião que, misturadas à nossa cultura se transformam em verdadeiros espetáculos de devoção, conseguindo mobilizar milhares de peregrinos.
Segundo a Empresa Brasileira de Turismo – Embratur, um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas da Universidade de São Paulo mostra que existem cerca de 15 milhões de brasileiros viajando anualmente em busca de lugares e templos religiosos. No Brasil, as cidades de maior destaque são Juazeiro do Norte, no Ceará, terra do Padre Cícero; Nova Trento em Santa Catarina, onde se encontra o Santuário de Madre Paulina; Belém do Pará, na festa do Círio de Nazaré e, a mais conhecida, Aparecida do Norte, no estado de São Paulo, onde está o Santuário da Padroeira Nossa Senhora Aparecida.
Vale lembrar que existem vários tipos diferentes de viagens com intuito religioso. A Romaria, por exemplo, é a atividade turística feita por livre disposição do viajante aos destinos sagrados, onde não há nenhum tipo de compromisso a ser cumprido, a não ser conhecer a região. Já a Peregrinação é quando o turista viaja para cumprir promessas ou votos feitos a divindades. Neste caso, datas e prazos devem ser seguidos em função dos votos feitos. Existem também as viagens feitas com intuito de se redimir de alguma culpa ou pecado, de forma espontânea ou aconselhada por algum líder religioso. Estas são chamadas de viagens de Penitência ou de Reparação.
Na maioria dos casos, o que levam estes turistas a praticarem os diferenciados tipos de viagens religiosas é a necessidade de estar em destinos onde a fé se apresenta em maior intensidade. O que transforma uma cidade comum em um destino religioso são fenômenos sem nenhuma explicação científica como aparições de imagens celestiais refletidas em algum objeto, ou um religioso local que passa a realizar milagres ou curas. O fato extraordinário se espalha, e muitas vezes, toma âmbito nacional, fazendo com que a região passe a ser visitada por turistas nacionais e internacionais.
Mas as viagens não se limitam aos destinos ditos religiosos. Muitos turistas fazem peregrinações em busca do estilo Barroco brasileiro, que como característica principal mistura, de forma natural, a arte e a religião. As opções espalhadas pelo país são diversas, desde cidades barrocas mineiras como Ouro Preto, Congonhas do Campo e Mariana, até a capital baiana Salvador, que guarda tantas outras obras-primas da arquitetura e da fé.


Fonte: brasilviagem.com